quinta-feira, 30 de julho de 2009

Alimentação no pós-operatório - Cirurgia Bariátrica

As modificações na dieta não envolvem somente a consistência dos alimentos, mas também os fatores nutricionais e dietéticos que interferirão no trabalho digestivo como por exemplo o teor de fibras, gorduras, resíduos e tempo de cocção dos alimentos. A evolução de cada fase deverá ser de acordo com a aceitação do paciente.

Fase 1. Alimentação líquida restrita e evolução da consistência:

Os alimentos estão na forma líquida (caldos), constituída de pequenos volumes, cerca de 100 a 150 ml, fracionados em 6 a 8 vezes ao dia, respeitando um intervalo de 2 a 3 horas entre cada refeição. Os alimentos deverão ser tomados lentamente, utilizando–se a técnica de ingestão controlada.

A atenção especial nessa fase é a forma de ingestão dos alimentos, volume alimentar ingerido, fracionamento e preparo dos alimentos.

Essa fase é constituída de água, chá ervas, gelatina diet, sucos naturais coados, caldos, sopas liquidificadas, vitaminas ralas, iogurte dietético sem pedaços, cremes salgados, papas de frutas cremosas.

Recomendações: Atenção na forma de ingestão dos alimentos – principalmente VELOCIDADE - e na hidratação, através da coloração da urina (urina escura pode ser sinal inicial da desidratação), sede e língua e boca secas.

Fase 2. Dieta Pastosa:

Após cerca 30 dias do procedimento cirúrgico, inicia-se a fase de consistência pastosa. Os alimentos deverão ser bem triturados e mastigados para uma boa adaptação na câmara gástrica. Deve-se dar preferência aos alimentos mais nutritivos, pois o volume tolerado é cerca de 1 a 2 colheres de sopa de cada alimento, conseguindo atingir em uma refeição cerca de 120 a 150 g de alimento.

Essa fase é constituída de purês, pastas ou cremes, suflê, caldo de feijão, carne triturada ou moída, legumes ralados e sem casca.

Recomendações: Atenção na MASTIGAÇÃO, velocidade da ingestão dos alimentos e consistência.

Fase 3. Otimização da dieta, dieta branda.

Inicia por volta do 3º mês após a cirurgia. Os alimentos já estão próximos à consistência normal, mantendo-se a restrição à alimentos crus e com fibras. O volume alimentar tolerado é cerca de 120 a 150 g de alimento.

Essa fase é constituída de alimentos na consistência normal, com tempo de cozimento aumentado, não se incluindo frituras. O tempo de duração é indeterminado, dependerá da tolerância do paciente.

Recomendações: Atenção quanto as escolhas dos alimentos ingeridos, optar por refeições nutritivas. Aplicar os conceitos da reeducação nutricional.

Fase 4. Adaptação final e independência alimentar:

Inicia por volta do 4º mês e , como nas fases anteriores, também evolui de acordo com as características individuais podendo iniciar-se um pouco antes ou um pouco depois. Dieta deverá ser normal, mantendo apenas o controle de volume e balanceamento nutricional.

As restrições alimentares serão em relação ao consumo de bagaços, sementes, cascas duras especialmente de verduras e legumes, alimentos como carnes duras, empanados e frituras.

Em geral deve-se procurar manter:

  • Plano alimentar com seis refeições fracionadas ao dia, pequenos volumes e freqüentes.
  • Mastigar muito bem os alimentos, alimentando-se ambiente tranqüilo e sem pressa.
  • Ingerir líquidos somente entre as refeições, nunca durante, preferindo água ou água de coco.
  • Procurar equilibrar a dieta ao longo do dia.
  • Parar de comer assim que sentir-se satisfeito.
  • Praticar atividade física diária

Retornar ao acompanhamento sempre que solicitado.

Texto Elaborado por - Joelma Sílvia Giorgetti Montagner

Nutricionista

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